
O ser humano é um bicho ruim por natureza. Não é que ele QUER ser mal. Ele nasceu assim, catso! Não teve muita escolha.
Existe uma coisa maligna dentro de todo e cada homem e mulher, criança e idoso. É algo que muitos filósofos já discutiram (vide Hobbes e Maquiavel). É o que faz do homem algo realmente intrigante.
A capacidade de fazer o mal é que ressalta a sua virtude ao fazer o bem. Como um spot de luz em meio às trevas: só assim seu brilho se intensifica e fica mais nítido ao olho nu.
A inocência dentro das pessoas me emociona. É tanta violência pelas ruas. É tanto descaso com a vida. Aqueles poucos traços de pureza no semblante acaba se perdendo antes que alguém note e, eventualmente, se apaixone.
Por mais que um indivíduo ame o outro, este vai, em algum momento, invariavelmente, sentir a maldade dentro de si convergir para a pessoa amada. Em muitos momentos você sente um carinho imensurável por aquele ser. Mas há momentos que você não quer nem ver tal pessoa. Você chega a temer as emoções que afloram descontroladas de si, as reações estúpidas e ignorantes. Atos instintivos, da luta pela preservação e pelo território, por se sentir vulnerável...
O mais difícil de tudo é continuar a amar alguém depois de ter encarado aquela face bruta e asquerosa do mal dentro do ser humano. São momentos que podem mudar tudo. Quando vemos o lobo dentro do homem.
Basta olhar, prestar atenção, ouvir, farejar, sentir... está lá. E por mais que lutemos contra nossos instintos, são eles que nos definem, nos caracterizam como gente, animais limitados como todos os outros.
A sabedoria é o que resta depois que seus instintos rasgaram todos os seus pensamentos.













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